quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Um tapete voador, por favor

Oi pessoal! Imagino que a maioria deve estar numa mega ressaca pós carnaval, né? Eu estou tranquila, minha folia foi em casa com meu controle remoto... sou do tipo que AMA carnaval! Bem , que AMA o feriado do carnaval :)



Mas enfim, precisava postar aqui sobre um acontecimento ocorrido nesse carnaval. Não sei se todos viram (provavelmente a maioria estava mito embriagada pra ver kkkk), mas teve um casal em BH que saiu fantasiado de Aladim e Princesa, e fantasiaram seu filhinho de Abu (macaquinho e melhor amigo de Aladim). Pois bem, essa foto deu muito o que falar. Foi gente defendendo o menino, dizendo que isso era preconceito, racismo, que estavam comparando o menino a um macaco..., encheu as redes sociais de puro preconceito e críticas.

Pois bem, eu precisava expor minha opinião, e eu só tenho uma coisa a dizer: que mundo chato é esse que a gente vive? Esse casal adotou esse menino, que estava feliz da vida em participar do carnaval junto com os pais, que por sua vez estavam orgulhosos de estarem todos fantasiados e juntos. Óooooooobvio que em nenhum momento o casal teve intenção de fazer algo pra prejudicar o próprio filho! Que mundo chato!!!! Não se pode fazer nada que sempre vem alguém cheio de mimimi querendo usar direitos humanos e ética pra recriminar alguma coisa. Deve existir ética sim, pra várias outras coisas, mas me desculpem que nesse caso não precisa (pra político corrupto é que ética não existe mesmo, né?).

Acho que existe muito racismo sim, do mesmo jeito que ainda existe muito preconceito com tantas outras coisas que não ficam dentro daquele convencional: gays, gordos, gagos..... E o mundo é assim, e desde a infância já existe bullying, porque o ser humano pode ser cruel desde pequeno. E quando está tudo dentro de uma "normalidade", ainda vão encontrar alguma coisa pra falar: seja o tamanho do peito, o tipo de tênis, o aparelho nos dentes, o nome da pessoa.... 



Mas esse caso de BH não mostra nenhum preconceito, muito menos racismo. Imagino como esses pais devem estar arrependidos de ter usado essa fantasia. Engraçado que o racismo veio exatamente das pessoas que viram maldade nisso, acusando os pais de racismo. Pois é, a maldade está nos olhos de quem vê e aponta. Sempre assim. Mundo chato, dá nem pra brincar mais..... Será que tem vaga no tapete voador pra eu fugir pra bem longe daqui?





E a resposta do pai, Fernando Bustamante, ao caso:

"Amigos de facebook... jamais imaginava tamanha repercussão 
diante das fantasias escolhidas para o Carnaval ontem. 
Peço que compartilhem a mensagem a seguir em todas as páginas 
que publicaram uma mensagem tão descontextualizada da realidade. 
Realmente o meu filho Mateus vai me ensinar muito como nos 
blindarmos do preconceito na cabeça das pessoas. 
Sou artista, de teatro, e sempre acreditei na diversidade, na igualdade entre as pessoas. 
Luto por isso e aplico isso na minha vida pessoal e profissional. 
Sou casado e o Mateus é o meu primeiro filho (já estamos novamente na 
fila da adoção porque ele está ansioso por um irmãozinho do coração). 
Gostaria de pedir desculpas para aqueles que sentiram ofendidos 
com a nossa fantasia Jamais foi a nossa intenção. 
Peço que leiam a postagem do meu amigo Joubert Oliveira,que é 
testemunha da minha trajetória como artista e pai. 
Somos uma família muito feliz e me sinto cada vez mais humano 
compartilhando a vida com o pequeno Mateus. 
Hoje ele desfilou de Pequeno Príncipe e vou aproveitar uma frase desse 
personagem para expressar o meu sentimento ao ver essa postagem nesse fim de tarde : 
"Só se vê de verdade com o coração... o essencial é invisível aos olhos!" 
Muitos podem ver um macaco na fantasia de ontem. 
Eu vejo o melhor amigo do Aladdin, que vai conhecer o Mundo Ideal com ele e a Jasmine. 
Sem preconceitos e com muito, mas muito amor. 
Viva a diversidade! Em busca de um mundo ideal ‪#‎ummundoideal‬"

E vocês, o que acham?

Beijos, beijos, beijos! 


Tá me chamando de goooooorda!?!?!

Minha foto

Sou uma arquiteta metida a programadora visual, fotógrafa e conselheira amorosa. Filha única, cresci sendo amiga de muitos meninos, que eram como meus irmãos. Isso me fez ver a mente masculina de uma forma um pouco diferente...