segunda-feira, 29 de abril de 2013

E essa eterna insatisfação?

Hoje escutei uma história que tinha que dividir com vocês: uma amiga minha que tem sobrinhas gêmeas (bivitelinas, ou seja, diferentes), me contou que uma delas tem o cabelo bem lisinho, e a outra cacheado. Mesmo com apenas 4 aninhos, elas já sabem o que é estar insatisfeito com o que a natureza nos deu: a que tem o cabelo liso queria ter cachinhos, e a que tem os cachinhos queria ter liso. Fiquei passada com isso, pois parece que essa insatisfação independe de cultura e idade. Não sou mãe, e tenho pouquíssimo contato com criancinhas, mas acredito eu que criancinhas não têm certos vícios que nós, adultos, já temos. Será que essa insatisfação é antropológica? Será que já nascemos com o karma de sermos insatisfeitos com aquilo que temos naturalmente???


Gisele Bündchen e sua irmã gêmea: digo logo que
se eu fosse a irmã, ía morrer de inveja da minha TOP irmã!

Inveja? Mau olhado?
Seivas de Alfazema cura! 

Se eu fosse levar esse assunto pra terapia, acho que seria abordado que todos nós, seres humanos, sempre estamos buscando a perfeição, e portanto nunca estaremos contentes com aquilo que temos, porque sempre vamos querer mais e mais. 

Um exemplo: digamos que a pessoa ganhe um salário x, e tenha como meta ganhar 2x. Daí ela trabalha, trabalha e trabalha, e chega ao tão sonhado 2x, e aos poucos vai realizando os ideais que ela tanto almejava, e obviamente melhora o padrão de vida. Portanto, esse 2x que antes a faria tão feliz e realizada, vai ficar pouco, pois as exigências e necessidades foram mudadas, e ela vai sonhar com 3x, 4x, e por aí vai. Concordam que é bem assim?

Seria tão mais simples se conseguíssemos ser felizes com exatamente aquilo que temos, né? O mundo seria tão mais simples, sem inveja, sem ganância, porque estaríamos conformados com aquilo que temos. Mas aí vem o perigo: até onde esse conformismo é bom? A insatisfação com o que temos acaba nos dando mais ânimo pra buscar aquilo que ainda não temos, seja isso um emprego melhor, ou uma barriga tanquinho; o problema é quando essa vontade de buscar os sonhos vira frustração  e além de não ter aquilo que temos, ficamos infelizes e deprimidos. Complicado né?

Você se ama ou 
se odeia?



Pra quem ainda não viu o novo vídeo da Dove, vale a pena pra perceber como podemos distorcer a imagem que temos de nós mesmos, e de como os outros nos vêem. Enfim, um pouquinho de insatisfação é bom, e nos faz progredir, e buscar nossos sonhos, só não pode passar do ponto, porque aí vira frustração.


Beijos!!!! E SE AMEM! (além de amar, claro, o feriado dessa semana!)

Tá me chamando de goooooorda!?!?!

Minha foto

Sou uma arquiteta metida a programadora visual, fotógrafa e conselheira amorosa. Filha única, cresci sendo amiga de muitos meninos, que eram como meus irmãos. Isso me fez ver a mente masculina de uma forma um pouco diferente...